domingo, 13 de janeiro de 2008

CORPUS (soneto)

CORPUS

© De João Batista do Lago

A argila

Carne que perambula

Vermes – e alma –

Só tornará calma

Se argila tornar Ser

O barro não morre o corpo

Sedento de espírito vira anti-corpo!

E quando a morte se dera

Na alma do corpo que se fizera

Verás desta vida apenas quimera

Santificada seja a morte que me retorna à vida da terra!

Somente lá estarei concluído

Somente lá jamais serei vencido

Somente lá terei a paz sem guerra

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Um comentário:

Menina_marota disse...

"...Na alma do corpo que se fizera
Verás desta vida apenas quimera..."

"Que nenhuma estrela queime o teu perfil
Que nenhum deus se lembre do teu nome
Que nem o vento passe onde tu passas.

Para ti criarei um dia puro
Livre como o vento e repetido
Como o florir das ondas ordenadas."

(Sophia de Mello Breyner)


Um abraço carinhoso e FELIZ 2008 ;9