segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

NUMA NOITE DE FINAL DE VERÃO

Por João Batista do Lago

O mais leve toque de minhas mãos no teu corpo
dá-me a impressão do puro desvirginamento
de toda doçura que reside com tamanha candura
nas tuas curvas agora cobertas pelo lençol
mas que ainda há pouco sugava meu suor
em frêmitos gemidos de prazerosa sede carnal.
Não me contenho diante de tanta beleza
e vagarosamente, sutilmente descortino tua pureza
para gravá-la no mais fundo dos meus olhos
e tatuá-la no mais recôndito da minha consciência
para jamais esquecer toda ternura das tuas curvas
que me fazem enlouquecer de louca paixão.
E como se tivesse tocando na mais nobre rosa
vou-me imbricando entre as pétalas da tua alma
nascente do mais puro perfume que jorra amor
e aos pouquinhos vou-me perdendo no teu mar
vou-me afogando e vou-me afundando na paz
do mais puro gozo que reluz de ti.

3 comentários:

H. Sousa disse...

Caro amigo, novo visual que se adequa muito bem à índole artístico-literária do seu conteúdo. O blog pessoal é quase uma nossa casa. Eu, apesar de pertencer a vários espaços colectivos, não dispenso o meu canto de recolhimento onde por vezes algum passante deixa suas impressões.
O poema, que já tive oportunidade de comentar, é perfeito.
Abraços

João Batista Lago disse...

Obrigado pela visita, meu caríssimo professor Henrique Sousa. Aos poucos vou domando este "cavalo eletrônico" e imprimindo uma realidade própria.
Aproveito a oportunidade para pedir que ouça a entrevista que dei para o Portal do Mhário Lincoln, sobre violência e outros assuntos. Assim como gostaria de seus comentários que tem uma visão além-mares.
Atenciosamente
João Batista do Lago

H. Sousa disse...

Meu caro, já lá fui e deixei um curto comentário. Sabe que quem vive a verdadeira realidade e uma pessoa com a sua sensiilidade só pode estar imensamente revoltada. Mas concordo absolutamente consigo que os verdadeiros terroristas são os donos da riqueza (tintura como eu lhe chamo). Eu não diria que a guerra civil é necessária mas inevitável talvez. Fique à vontade para divulgar a minha declamação do Poema para João, "arrastado pela violência" criada pela deliberada falta de educação a que se refere. Gostei mesmo da sua entrevista e conte com todo o meu apoio.
Abraços fraternos e solidários
Henrique