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quinta-feira, 2 de setembro de 2010
SICOFANTA [© DE João Batista do Lago]
SICOFANTA
© DE João Batista do Lago
O sicofanta continua sua saga na
Esperança de sagrar-se sujeito.
Não sabe o tolo indigente:
Não passa de canalha!
Sua mente é eterna muralha que
Impede a passagem à Paidéia.
Pobre e miserável
– viajor de suas eternas trevas –,
Segue (solitário) sua sina de impostor humano.
Vomitando versos de ignomínias
Falseia a seara dos conhecimentos e das virtudes (e)
Fere com sua lábia a plácida e inocente vgerdade.
sábado, 20 de outubro de 2007
ODE A SÃO LUIS

ODE A SÃO LUIS©
by João Batista do Lago
Ó tu, leito-mãe dos Tupinambás
Reina dos mares do Sul, sois vós
Vitoriosa, oh! amada Upaon-açu
Carregas nome e cetro de realeza
N’alma saber e virtude de Atenas
No peito o brasão de viva Natureza
Ó tu, São Luís – Ilha dos Amores!
Amada de francos, lusos e neerlandeses
Sois vós o encanto de Arúspice
Profeta da vossa eterna glória e pureza:
- Vosso destino é conservar em si toda beleza
serás deste teu Orfeu a eterna Eurídice
Ó tu, São Luís – Jamaica brasileira
Sou-vos grato pela vida inteira pois
Sabei-vos de muitos ser uma só pessoa
Jamais vos deixaste vencer. Sois guerreira!
Ainda que vos queira estuprar o monstro da modernice
Haverá sempre um filho teu que não fugirá a luta
Ó tu, São Luís – Cidade dos Azulejos
Perdoai o jugo da desgraçada sorte (e)
Tomai por exemplo o Cristo da hora da morte
Perdoai os filhos que vos sangra em realejos
Todos serão defenestrados, enfim, para que
Possamos amar-vos entre ruas e curvas de azulejos
by João Batista do Lago
Ó tu, leito-mãe dos Tupinambás
Reina dos mares do Sul, sois vós
Vitoriosa, oh! amada Upaon-açu
Carregas nome e cetro de realeza
N’alma saber e virtude de Atenas
No peito o brasão de viva Natureza
Ó tu, São Luís – Ilha dos Amores!
Amada de francos, lusos e neerlandeses
Sois vós o encanto de Arúspice
Profeta da vossa eterna glória e pureza:
- Vosso destino é conservar em si toda beleza
serás deste teu Orfeu a eterna Eurídice
Ó tu, São Luís – Jamaica brasileira
Sou-vos grato pela vida inteira pois
Sabei-vos de muitos ser uma só pessoa
Jamais vos deixaste vencer. Sois guerreira!
Ainda que vos queira estuprar o monstro da modernice
Haverá sempre um filho teu que não fugirá a luta
Ó tu, São Luís – Cidade dos Azulejos
Perdoai o jugo da desgraçada sorte (e)
Tomai por exemplo o Cristo da hora da morte
Perdoai os filhos que vos sangra em realejos
Todos serão defenestrados, enfim, para que
Possamos amar-vos entre ruas e curvas de azulejos
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quarta-feira, 17 de outubro de 2007
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
VAZIO

VAZIO
by João Batista do Lago
A casa está vazia
Há vazio em toda casa
As pessoas da casa: vazias!
Há vazio em toda casa
Que se esvazia de transeuntes
De olhares vazios
De palavras vazias
De pensares vazios
[…]
Na casa vazia apenas um sujeito: TV
O sujeito vê a casa vazia
As pessoas vazias
Olhares vazios
Pessoas vazias
Pensares vazios
= = = = = = = = = =
Crédito da Ilustração (foto em p&b): http://mentehumana.weblogger.terra.com.br/img/vazio.jpg
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by João Batista do Lago
A casa está vazia
Há vazio em toda casa
As pessoas da casa: vazias!
Há vazio em toda casa
Que se esvazia de transeuntes
De olhares vazios
De palavras vazias
De pensares vazios
[…]
Na casa vazia apenas um sujeito: TV
O sujeito vê a casa vazia
As pessoas vazias
Olhares vazios
Pessoas vazias
Pensares vazios
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Crédito da Ilustração (foto em p&b): http://mentehumana.weblogger.terra.com.br/img/vazio.jpg
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domingo, 7 de outubro de 2007
PRIMAVERIS

PRIMAVERIS
Tuas coxas de primavera
Primaveris
Secretos segredos guardam
Da flor do sexo
Sequioso de
Embeber-te da
Mais pura e límpida água que
Brota como sumos da terra (da)
Mais pura terra que de mim há
Carregas em ti o
Centro da vida da primavera
Primaveris
Almas que se segredam em
Secretos exalares da
Flor mais pura de cheiro mais túmido
Essência que se me preparas na
Alcova do teu corpo
Sacrário exótico da (minha) eterna paixão
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Crédito da Ilustração (foto): http://www.agriturismovetriceto.it/images/immagini%20stagioni%20primavera.jpg
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