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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

SICOFANTA [© DE João Batista do Lago]


SICOFANTA


© DE João Batista do Lago


O sicofanta continua sua saga na
Esperança de sagrar-se sujeito.
Não sabe o tolo indigente:
Não passa de canalha!
Sua mente é eterna muralha que
Impede a passagem à Paidéia.


Pobre e miserável
– viajor de suas eternas trevas –,
Segue (solitário) sua sina de impostor humano.
Vomitando versos de ignomínias
Falseia a seara dos conhecimentos e das virtudes (e)
Fere com sua lábia a plácida e inocente vgerdade.

sábado, 9 de agosto de 2008

SEMIÓTICA [© DE João Batista do Lago]

SEMIÓTICO

 

© DE João Batista do Lago

 

Ali, na taberna, dois homens se encontravam!

 

Diante deles: dois copos.

Sentados estavam em mesas diferentes;

Em cada mesa três cadeiras continuavam vazias.

A quarta eles ocupavam!

 

O homem da direita tinha um copo cheio de vinho;

O homem da esquerda um copo cheio de nada.

Ambos olhavam seus copos e seus conteúdos;

Ambos conversavam com seus objetos.

 

Lá pelas tantas os dois resolveram ir embora;

Ficaram para trás os copos vazios…

As mesas vazias…

As cadeiras vazias…

 

[...r...]

 

O homem da esquerda saiu completamente bêbedo: sóbrio!

O homem da direita saiu completamente sóbrio: bêbedo!

sábado, 20 de outubro de 2007

ODE A SÃO LUIS



ODE A SÃO LUIS©

by João Batista do Lago

Ó tu, leito-mãe dos Tupinambás
Reina dos mares do Sul, sois vós
Vitoriosa, oh! amada Upaon-açu
Carregas nome e cetro de realeza
N’alma saber e virtude de Atenas
No peito o brasão de viva Natureza

Ó tu, São Luís – Ilha dos Amores!
Amada de francos, lusos e neerlandeses
Sois vós o encanto de Arúspice
Profeta da vossa eterna glória e pureza:
- Vosso destino é conservar em si toda beleza
serás deste teu Orfeu a eterna Eurídice

Ó tu, São Luís – Jamaica brasileira
Sou-vos grato pela vida inteira pois
Sabei-vos de muitos ser uma só pessoa
Jamais vos deixaste vencer. Sois guerreira!
Ainda que vos queira estuprar o monstro da modernice
Haverá sempre um filho teu que não fugirá a luta

Ó tu, São Luís – Cidade dos Azulejos
Perdoai o jugo da desgraçada sorte (e)
Tomai por exemplo o Cristo da hora da morte
Perdoai os filhos que vos sangra em realejos
Todos serão defenestrados, enfim, para que
Possamos amar-vos entre ruas e curvas de azulejos

domingo, 7 de outubro de 2007

PRIMAVERIS


PRIMAVERIS

Tuas coxas de primavera

Primaveris

Secretos segredos guardam

Da flor do sexo

Sequioso de

Embeber-te da

Mais pura e límpida água que

Brota como sumos da terra (da)

Mais pura terra que de mim há

Carregas em ti o

Centro da vida da primavera

Primaveris

Almas que se segredam em

Secretos exalares da

Flor mais pura de cheiro mais túmido

Essência que se me preparas na

Alcova do teu corpo

Sacrário exótico da (minha) eterna paixão

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Crédito da Ilustração (foto): http://www.agriturismovetriceto.it/images/immagini%20stagioni%20primavera.jpg

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